domingo, 25 de setembro de 2016

ÚRANO EM TRÂNSITO PELA CASA XII



Tradicionalmente a Casa XII descreve as orientações, impulsos, necessidades ou compulsões que operam inconscientemente e, porém, influenciam significativamente nas escolhas, atitudes e orientações que procuramos na vida. Aquilo com que a mente consciente não está em contato, ou que prefere não reconhecer, é "armazenado" - e até mesmo "aprisionado" - na Casa XII. Ao transitar por ela, Úrano obriga alguns destes complexos e compulsões inconscientes a entrar na consciência. Por exemplo, se o leitor tem um medo inconsciente de ser rejeitado, quando Úrano transitar pela sua Casa XII, atrairá sobre si sem se dar conta, situações que o obriguem a encarar esse medo. Em poucas palavras, durante este período Úrano transforma-nos deixando a descoberto uma parte do que está escondido e oculto nos cantos mais recônditos da psique.
É possível que descubramos em nós mesmos, quando Úrano transita pela Casa XII, algo aterrador e desconcertante, mas este trânsito também pode servir para nos conectar com partes nossas muito positivas e benéficas. O inconsciente, tal como no-lo mostra a Casa XII, não é um armazém de orientações ou sentimentos negativos, remanescentes do passado: é também o recetáculo de potencialidades positivas ainda não exploradas e que ainda estão por crescer. Este é um bom período para realizar uma exploração psicológica interior, um "mergulho em profundidade" neste domínio aquático, quer seja através de psicoterapia ou fazendo uso de outras técnicas. Assim cooperamos com Úrano no seu esforço para revelar e iluminar o que tem sido até agora, em nós algo indiferenciado ou inacessível.
Sob a influência deste trânsito, e com frequência de forma inesperada e pouco habitual, reaparecem pessoas e circunstâncias do nosso passado (e isso pode significar de vidas passadas), dando-nos a oportunidade de resolver questões que ficaram pendentes. Poderá ser que apareçam literalmente na nossa porta de casa, ou que  retornem de maneira mais indiretamente nos nossos sonhos ou fantasias.
Seja como for, é o passado que retorna para nos saudar ou para nos perseguir. Talvez existam problemas pendentes que queiramos resolver, ou talvez desejemos sentir o prazer de redescobrir alguém a quem já conhecíamos e amámos. O encontro com o passado e o acerto de contas antigas pode ser depurador e curativo, algo que prepare o caminho para o renascimento que se produzirá quando Úrano cruzar o nosso Ascendente ao entrar na Casa I.
Quando Úrano percorre a Casa XII, as fronteiras comuns entre nós e os outros desmoronam. Isto pode sinalizar um período de intuições e revelações psíquicas, numa época na qual estamos excecionalmente sintonizados com os sentimentos dos outros. Talvez sem saber bem como, percebamos com toda a precisão o que está passando um amigo que vive a dois mil quilómetros de distância. Ou então sonhamos com alguém, e no dia seguinte a mesma pessoa bate à nossa porta. Algumas destas visões e conexões podem ser inquietantes, outras de natureza mais positiva, e mesmo de natureza reveladora. Até que ponto devemos confiar nelas, é difícil de dizer, embora (uma vez mais) se possa ter algum indício da sua validade se forem analisados os aspetos que irá formando Úrano, no seu trânsito pela Casa XII, com os demais planetas na nossa Carta Natal. Também estaremos mais sensíveis às tendências ou correntes coletivas que flutuem no ar. Talvez tenhamos precognições repentinas sobre os lugares no mundo que podem ser locais de conflito, ou uma antecipação impressionante dos novos estilos, modas ou movimentos que estão prestes a aparecer "no palco". Algumas das pessoas que passam por este trânsito podem servir como canais através dos quais chegam à comunidade a mudança e as novas ideias.
A Casa XII relaciona-se com as instituições: hospitais, prisões museus, bibliotecas ou organizações de caridade. Se durante algum tempo estivemos vinculados com uma instituição, o trânsito de Úrano pela Casa XII pode indicar a nossa insatisfação com o papel que desempenhamos nela, ou o nosso desacordo com a maneira como ela funciona. Talvez tentemos promover mudanças ou reformas no seio dessa instituição e é possível que por este motivo nos vejamos em conflito com figuras da autoridade. Se as instituições não desempenharem um papel importante na nossa vida, isto pode mudar enquanto temos Úrano nesta Casa e talvez comecemos a dedicar  algum tempo a ajudar ou a atender pessoas menos afortunadas que nós.
São muitas as pessoas que falam do trânsito de Úrano pela Casa XII como uma época em que se sentem mais inquietas e mais tensas do que o habitual: querem introduzir mudanças na sua vida e no entanto não conseguem levá-las à prática, ou não chegam a saber por onde começar. As mudanças estão sendo preparadas, sem dúvida, mas provavelmente não virão a tomar forma real até que Úrano cruze o Ascendente ao entrar na Casa I. Enquanto isso, podemos ir preparando o trabalho se atarmos as pontas soltas da fase da nossa vida que está prestes a terminar.

Deixo de forma sucinta mais alguns   tópicos:

DESCRIÇÃO GERAL
As experiências estranhas e misteriosas ou as coincidências que parecem vindas do céu, podem ser muito frequentes neste período. Pode sentir um súbito interesse pelo exotérico, o funcionamento da mente inconsciente, ou as técnicas para explorar a psique ou o reino espiritual, num esforço para explicar alguns dos sentimentos e acontecimentos incomuns que vive.
Num nível mais concreto, você pode descobrir algo que foi perdido ou escondido por muito tempo.
O planeta da liberdade entra na Casa da solidão. É em nós, na nossa riqueza interior, onde vamos encontrar os meios para nos libertarmos de todos os nossos obstáculos. Transformações interiores, invenções secretas, investigações ocultas, autoanálise, aparecem agora. Sentimo-nos capazes de encontrar a melhor solução, rápida e eficaz, para os nossos velhos problemas.

EM ASPETO NEGATIVO
Podemos sofrer uma intensa crise psicológica que se manifesta num desistir de nós mesmos. Sem saber utilizar os nossos recursos interiores no momento oportuno, usando o nosso conhecimento com fins egoístas, podemos encontrar a hostilidade de um ambiente que já não nos compreende. Renunciemos à ideia de que estamos sozinhos na Terra!


sexta-feira, 15 de julho de 2016

NEPTUNO NATAL NAS CASAS



O planeta Neptuno está associado com o deus romano do mesmo nome e com o grego Posídon. Enquanto personificação da água, Posídon era o deus dos mares, lagos, rios e correntes subterrâneas. Embora habitasse num vasto palácio no fundo do oceano, invejava a soberania de Zeus e estava ávido de ter mais haveres no mundo. Posídon lutou com Atenea, pela Ática e perdeu-a; também sem êxito, combateu com Hera pela Argólida, e não conseguiu despojar Zeus de Egina. Enfurecido e solitário, inundou as terras que tinha sido incapaz de conquistar, ou por puro despeito, secou os seus rios. Como sucede a Posídon (Neptuno), também as nossas versáteis emoções estão ávidas de coisas que geralmente não podemos alcançar. O elemento astrológico de água, associado com o reino dos sentimentos, atua também noutros sentidos de maneira semelhante a Posídon. Quando emergia do mar podiam suceder duas coisas: às vezes as águas abriam-se, alegres e magníficas, em torno dele. Outras vezes, no entanto, a sua aparição era anunciada por violentas tempestades e tormentas furiosas. De maneira semelhante, quando os nossos sentimentos afloram à superfície, tanto podem ser plena e divinamente geniais como varrerem-nos como um maremoto. O planeta Neptuno, assim como a Lua e Vénus, é outra energia da alma, que representa aquela nossa parte que se funde com os outros, se adapta a eles, os reflete e tenta unir-se-lhes. Enquanto a mãe Lua adquire a sua identidade refletindo o outro, e a sedutora Vénus dá com intenção de receber alguma coisinha em troca, o sentimental Neptuno quer perder a sua identidade confundindo-se com algo superior a ele. Enquanto que a tarefa principal do ego isolado (Saturno) é a auto preservação, o planeta Neptuno simboliza a vontade de dissolver os limites que faz do ser uma entidade à parte e experimentar a unidade com o resto da vida. Já encontrámos estes dois princípios na análise geral da Casa XII, e os que leram esse post recordarão que não é muita a amizade que reina entre eles. É mais Saturno, (que representa o princípio estruturador do eu) com medo de ser derrubado por Neptuno, engole-o quando este nasce. Para muitas pessoas a desintegração da identidade individual constitui uma perspetiva aterradora e de bom grado relegam Neptuno - isto é, ao desejo de voltarem a conectarem-se com a totalidade da vida- ao inconsciente. Mas (para aproveitar a análise de Liz Greene) qualquer coisa que se enterre num porão consegue abrir um túnel que lhe permite sair debaixo da casa e aparecer sobre a relva do jardim. Se suprimimos Neptuno, ele não se vai embora; pelo contrário, disfarça-se e surge furtivamente diante de nós. É provável que, na Casa de Neptuno, sem darmos conta  tais circunstâncias, não nos deixem outra alternativa senão sacrificar as nossas necessidades e desejos pessoais em obediência a forças que não podemos mudar ou aliviar de alguma forma. Deste modo, o ego individual vê-se livre do seu sentimento de superioridade omnipotente e da crença de que constitui uma entidade separada. Assim purificados, somos recebidos afetuosamente nos braços de algo que nos transcende, De facto foi Júpiter que resgatou Neptuno da tirania de Saturno. O próprio desejo de expansão (Júpiter) do ego individual acaba por minar a sua condição de entidade separada, enquanto deixa que Neptuno ande em liberdade. De forma semelhante, muitas pessoas, em vez de temer a desintegração do eu, favorecem-na ativamente, em busca da expansão e da felicidade que vão associadas com uma existência sem limites. Este objetivo pode ser alcançado de forma construtiva através da meditação, a fé e a veneração religiosa, a criatividade artística e uma generosa dedicação a outra pessoa ou a uma causa; ou -mais perigosamente- pode tentar-se o mesmo pela via das drogas, do álcool ou de uma desenfreada entrega às paixões. Há pessoas que recordam vagamente um perdido Éden do passado e procuram o céu na terra na Casa de Neptuno. Convencidos de que é dever de Neptuno conceder-nos tudo, provavelmente depositamos grandes esperanças nos assuntos que pertencem ao seu domínio, como se ali estivesse a nossa própria redenção. Depois de termos apontado nada menos que ao êxtase absoluto, dececionamo-nos invariavelmente que o mundo exterior não nos entregue o esperado. Feridos e amargurados, é provável que os nossos olhos recorram à Casa buscando consolo... com frequência no bar ou no armário dos remédios. Porém, para alguns a desilusão que significa não obter o que desejávamos de Neptuno é o ponto de partida de outra dimensão da experiência: em vez de procurar a nossa felicidade exclusivamente nas realidades externas da vida, voltamos a atenção para dentro. E finalmente, é possível que descubramos que a felicidade que procurávamos já a tínhamos dentro de nós, oculta no palácio de ouro indestrutível que Neptuno tem nas profundezas do mar. Faz falta Júpiter para resgatar Neptuno, e é muito frequente que, na Casa onde está posicionado Neptuno, andemos em busca de um salvador. Ao fazer o papel de vítima ou de perdedor, (ao mesmo tempo que renunciamos à responsabilidade e ao esforço pessoais), temos a esperança que apareça alguém que se encarregue por nós desse aspeto da vida. Por outro lado, existem pessoas que revertem esta dinâmica e se esforçam por fazer, neste domínio, o papel de salvadores dos outros. A diferença dos casos em que a influência é de Saturno, esta atitude não obedece à pressão de "contos de fadas": desde um novo deus ou deusa, ou superestrela, a um escândalo público, ou a um conveniente bode expiatório. Tal como se pode imaginar do deus do mar, Neptuno, é bastante escorregadio. Quando no seu domínio andamos atrás de algo, é provável que nos iluda misteriosamente. Muitas vezes em vez de enfrentarmos os factos, atuaremos como Blanche Dubois, inventando a ilusão de que tudo é maravilhoso. Podemos decidir não ver mais do que aquilo que fundamenta a nossa fantasia, mais tarde ou mais cedo, o mais provável é que a realidade desmorone sobre nós. Mas também pode ser que não: com Neptuno nunca se pode estar seguro. Este planeta está associado com as coisas do mundo etéreo, que não necessariamente se podem captar, medir, ou até mesmo ver. Antes da forma em si é a essência subjacente da forma. Por intermédio da Casa de Neptuno, podemos ter pressentimentos de estados de consciência superiores ou diferentes, uma visão do infinito e da eternidade, e daquilo que transcende os limites normais do espaço e do tempo.
Noutro nível, Neptuno é a neblina, nevoeiro e nebulosidade; segundo a Casa onde esteja, pode mostrar onde nos encontramos desorientados, confusos e incertos sobre as nossas metas e objetivos, ou nos inclinamos a andar flutuando à deriva e a deixar-nos levar com qualquer coisa que surge. Se (como crê Neptuno) Tudo é Um, então nada que suceda pode ser, de todas as formas, demasiado importante para nós. Duas figuras associadas com Neptuno, são Dionísio e Cristo. Ambos pregaram o abandono da identidade independente e a necessidade de se fundir com algo numinoso e divino. Dionísio reuniu um grupo de seguidores e, com a ajuda dos efeitos embriagadores do vinho, deixavam-se transportar, através do sentimento e do êxtase, para outras áreas. Esquecendo as realidades terrenas da vida, simplesmente abandonavam-se para algo mais vasto que o eu, sem se preocuparem se tinham deixado o carro estacionado no sítio certo ou se, a essa hora deveriam estar em casa preparando o jantar para o marido. Neste caso transcendiam o tempo, os limites e as formas. Alguns veem Cristo ao mesmo tempo vítima e salvador, ensinou o ego pelo espírito. Para o estabelecido ou institucionalizado - a consciência ordinária no nível do ego - é difícil reconhecer como deuses tanto Dionísio como Cristo. Ambos sofreram de alguma maneira um desmembramento; ambos morreram, para voltarem a nascer. A posição por casas de Neptuno é o lugar onde, até certo ponto, podemos compartilhar a experiência destas divindades. Neste domínio podemos desmoronar, mas, para logo estar a levantar-nos de uma forma diferente, abertos a algo que está mais além do ego. Atitudes como a boa disposição, vontade de aceitação e a fé ajudam ao processo.
Às vezes na Casa de Neptuno, não temos outras opções viáveis. O efeito de Peixes na cúspide de uma Casa, ou nela contido, é semelhante ao de Neptuno. A Casa onde esteja Neptuno irá influenciar sobre qualquer Casa onde se encontre Peixes. Por exemplo, Marilyn Monroe nasceu com Neptuno na Casa 1 e Peixes na cúspide da Casa 8, Marilyn chegou a simbolizar uma imagem idealizada da sexualidade feminina (Peixes na Casa 8), e no processo sacrificou grande parte da sua própria identidade (Neptuno na Casa 1), a de si mesma, da personalidade.

domingo, 1 de maio de 2016

SOL EM TRÂNSITO COM JÚPITER NATAL



EM ASPETO POSITIVO
Nadamos na euforia... graças à sorte e às numerosas oportunidades que se nos oferecem, atravessamos um período de expansão em todos os campos. Ótimo momento para a prática de exercícios físicos ao ar livre.

EM ASPETO NEGATIVO:
Um entusiasmo desmesurado pode levar-nos a presumir das nossas forças e do nosso talento. O excessivo desejo de agradar pode causar-nos deceções.

SOL EM TRÂNSITO EM CONJUNÇÃO COM JÚPITER NATAL
Agora,  sente-se expansivo (a), entusiasta e otimista. Quer expandir-se, fazer e experimentar mais. Vai beneficiar muito com as oportunidades que se apresentam neste momento. Uma pessoa que será muito influenciadora e útil para si pode aparecer na sua vida.

SOL EM TRÂNSITO EM SEXTIL COM JÚPITER NATAL
Os acordos, contratos e o compartilhar os seus esforços com os outros funcionarão em seu próprio proveito agora. Um amigo ou pessoa com autoridade pode oferecer-lhe ajuda ou apresentar-lhe uma oportunidade que o (a) beneficiará agora ou no futuro. Além disso, você colherá mais tarde a recompensa pela generosidade e apoio que oferece aos outros neste momento.

SOL EM TRÂNSITO EM TRÍGONO COM JÚPITER NATAL
Este é um bom momento para ter lazer e relaxamento; é hora de renovar,  rejuvenescer e fazer as coisas que mais gosta. O bom humor e o otimismo prevalecem e você é capaz de ter uma perspetiva mais ampla da sua vida.
Este também é um bom momento para aproximar-se de alguém que esteja numa posição que o (a) beneficie espiritual, intelectual ou materialmente.

SOL EM TRÂNSITO EM QUADRATURA COM JÚPITER NATAL
Você está otimista e possivelmente extravagante. Está menos cauteloso (a) que o habitual, sentindo possivelmente que nada pode correr mal. Se está com tendência a desperdiçar, a ser perdulário ou para chegar a excessos de alguma maneira, esta tendência é exagerada neste momento.
De qualquer modo, você aponta mais alto que o usual e uma oportunidade ou contacto muito vantajoso também pode ocorrer.

SOL EM TRÂNSITO EM OPOSIÇÃO COM JÚPITER NATAL
Uma meta ou projeto para o qual tenha trabalhado realiza-se agora, ou ganha força e reconhecimento positivo dos outros. Sente-se expansivo (a) e disposto (a) a correr riscos e pode ser muito extravagante.


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