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sábado, 1 de setembro de 2018

SATURNO NATAL NA CASA 1




Os que têm Saturno na Casa 1 mostram-se relutantes perante o contacto com a vida como tal, aventuram-se cautelosamente, esperando o pior, preocupando-os invariavelmente a ideia de que não terão sucesso. E, no entanto, é necessário que se ponham à prova.
É como se estivessem carregando nos  ombros um homenzinho que os repreende dizendo-lhes continuamente: "sinto muito, mas isto não serve, tu sabes que és capaz de fazer melhor". Eles imaginam que os outros estão constantemente julgando-os, quando na realidade  o que constitui o maior problema é a sua autocrítica.
Também temerosos de parecer tolos se não forem cuidadosos, tendem a cultivar em tudo o que fazem uma pose extremamente digna. Mesmo que vistos de fora pareçam frívolos e superficiais, é possível que essa máscara oculte algo de inseguro e problemático. Outros podem interpretar essa falta de confiança e essa relutância como frieza e hostilidade.
Sente-se muito seguro rodeado de pessoas mais velhas e não na companhia dos seus amigos; é provável que tenha muito apego a algum dos seus avós. Embora esta influência o faça parecer mais velho quando criança, a mesma se inverte ao longo da vida fazendo que não envelheça com rapidez. É provável que tenha começado a trabalhar e a procurar a sua independência durante a sua juventude. A sua atitude séria e confiante levá-lo-á a ganhar facilmente a aprovação dos mais velhos.
Do lado negativo, pode ter grande dificuldade para demonstrar  os seus afetos e simpatias. É importante que aprenda a ser carinhoso, e dizer as coisas  que passam pelo seu interior, e a relaxar  sem ter medo de cometer erros. Se não supera estes aspetos, será sempre frio, egoísta e tenderá à depressão. Necessitará de grandes demonstrações de afeto que o  ajudem a quebrar a sua timidez e abrir-se ao mundo exterior.
No geral, são pessoas que têm (ou que podem cultivar) um bom sentido da responsabilidade, e estão dispostas a trabalhar arduamente na vida. Isto pode gerar-se na necessidade de demonstrar ao mundo o que valem, num desejo de receber alguma forma de validação coletiva que lhes assegure que são aceitáveis. Por estas razões, é possível que sejam ambiciosas e que exibam uma determinação férrea de avançar.
É muito frequente que tenham experimentado dificuldades ou restrições nos seus primeiros anos de vida. Talvez sentissem que o seu ambiente era inseguro, ou que não tinham apoio nas suas tentativas de liberdade de expressão e criatividade pessoal, como se os esmagassem sempre que tentavam sair do estabelecido. Outros talvez tenham sido sobrecarregados de preocupações e responsabilidades que não correspondiam à sua pouca idade. Mas mais tarde, estas pessoas podem, geralmente, compensar a carência da alegria e da espontaneidade que não tiveram em crianças.
É provável que Saturno na Casa 1 experimente até mesmo o corpo físico como algo desajeitado, grosseiro e desconfortável, ou também que sinta que a sua personalidade é inadequada e carente de condições sociais. Dada a sua dificuldade para se sentirem confortáveis e relaxadas, estas pessoas podem apresentar-se em atitudes de austeridade e retraimento.
Fisicamente, aqueles que têm Saturno em Ascendente, tendem a ser magros, e é frequente que o seu rosto tenha uma estrutura facial característica. Se Saturno  estiver nos primeiros graus do Ascendente, é provável que o nascimento tenha sido difícil, como se a pessoa tivesse resistido efetivamente à encarnação. Neste caso, é provável que todas as fases novas da vida sejam encaradas com o mesmo grau de trauma,  expectativa de medo e cautela.
Tem uma atitude madura, disciplinada e séria em relação à vida, a qual esclarece tudo o que faz. A cautela e o realismo são as suas virtudes, embora se limite a si mesmo às vezes por ser demasiado cuidadoso, tímido ou medroso, por não acreditar o suficiente em si mesmo ou por não ser tão seguro quando é necessário sê-lo.
Os outros acham que é difícil conhecê-lo intimamente devido a que tende a distanciar-se ou a colocar uma face muito séria e bastante firme.
E no entanto, se definirem objetivos sensatos e realistas, são pessoas que geralmente conseguem alcançar o que querem na vida.


segunda-feira, 23 de abril de 2018

JÚPITER NATAL NA CASA 1




Acompanhado por fanfarra e rufar de tambores, Júpiter faz a sua aparição no palco da Casa 1. 
O posicionamento por casa deste planeta indica onde estamos abertos a uma inspiração superior. Quem tem Júpiter na 1, a Casa do EU, são filósofos naturais, que tentam responder a algumas das questões da existência. 
O que quer que façam, têm a capacidade de inspirar e de reativar a vida e o interesse, entregando-se com grande entusiasmo inicial ao que empreendem. 
Algumas vezes são importantes pensadores no domínio social, educativo ou religioso, enquanto outras pessoas que têm este posicionamento representam mais o lado desportivo de Júpiter e levam uma vida de aventureiros ou de jogadores. 
Alguns são o tipo de pessoa que veste sempre a última moda e a quem se vê em todos os lugares novos e excitantes. Entre os que têm Júpiter nesta Casa encontram-se também os amantes da natureza, que escalam montanhas para conseguir uma visão cada vez mais vasta.
Para alguns, o mundo é o seu pátio de recreio, por onde vagabundeiam encontrando-se com outros e compartilhando com eles o que têm, antes de seguir o seu périplo. Se entendermos que um planeta numa Casa indica a melhor maneira de encarar a vida nessa área, os que têm Júpiter na Casa 1 devem procurar expandir-se nas formas que estão associadas com este posicionamento. 
Por exemplo, Júpiter em Peixes deve aprofundar nas maneiras de abrir os sentimentos; se está em Aquário, Júpiter crescerá se  expandir o seu entendimento e Júpiter em Leão conseguirá isso aumentando a sua capacidade de autoexpressão. 
Por exemplo, a quase mítica superestrela Mick Jagger nasceu com Júpiter em Leão na Casa 1. Ao irradiar o seu ser através da sua música e da sua expressão criativa (Júpiter na Casa 1 rege Sagitário intercetado na Casa 5, a casa da criatividade) enche vastas salas de concerto com a sua poderosa presença. 
Enquanto Júpiter na Casa 1 quer seguir avançando cada vez mais rápido e é capaz de imaginar objetivos de largo alcance, os aspetos que Júpiter forme poderão  indicar alguma outra parte da personalidade que mantém imobilizado o nativo ou o impede de progredir. Mas provavelmente para ele seja melhor encarar a vida como uma viagem, embora tenha de fazê-la a muito menor velocidade do que gostaria. 
Nalguns casos, o exagero do sentimento de identidade é um dos perigos deste posicionamento. Convencidos inatos do quão valioso têm para oferecer, entre os que têm Júpiter na Casa 1 há os que não se guardam nada em segredo. Uma opinião desmesurada de si mesmos pode ser causa de que excedam as suas próprias capacidades. 
Às vezes, têm uma visão e uma inspiração maravilhosas, mas carecem da disciplina e da concentração necessárias para continuar em algo até terminá-lo. Como estão a tal ponto ansiosos por se libertar de todas as limitações, se as coisas ficarem difíceis, podem optar pelas saídas fáceis. 
A sua atitude alegre e despreocupada pode levá-los a ter problemas com as restrições e imposições do mundo. Podem ser um pouco comodistas e gostarão sempre que os atendam. De qualquer forma, os defeitos que esta influência astral acarreta dissimulam-se muito bem porque antes de mais mostram uma face feliz e uma atitude muito positiva em relação à vida. Estes são os principais motivos que explicam a sua grande sorte em quase todos os aspetos. 
Têm uma perspetiva otimista da vida e para os outros são joviais, confiantes e expansivos. Fazem o que podem para ser acorajadores e úteis com as pessoas e a sua generosidade e falta de agressividade fazem-nos ser muito queridos. 
Se Júpiter está com bons aspetos, é provável que a atmosfera do seu ambiente inicial tenha favorecido o crescimento e o desenvolvimento positivo destas pessoas, estimulando a sua criatividade e o seu caráter folgazão. 
Às vezes, este posicionamento indica viagens ou muitas mudanças de residência enquanto ainda se é jovem. Como Júpiter mostra uma tendência ao excesso e à expansão, estas pessoas podem ter problemas com o peso. 
Devido a que se veem como pessoas com sorte, talvez sintam que podem "escapar de tudo" sem consequências negativas. Tendem aos excessos e têm pouco sentido da moderação (ou cautela, às vezes).




terça-feira, 16 de janeiro de 2018

MARTE NATAL NA CASA 1


De acordo com o mito, Áries (Marte) emergiu plenamente adulto do corpo da ultrajada Hera.
Da mesma maneira, os que têm Marte neste posicionamento podem encontrar-se com a sua raiva, a sua fúria ou as suas ações antes que eles possam fazer qualquer coisa para detê-las.
No pior dos casos, podem ser pessoas impacientes que se enfurecem com o mais leve obstáculo que lhes bloqueia o caminho, e que exibem uma necessidade constante de demonstrar o seu poder.
São muito positivos, seguros, combativos  e muito ativos. Têm muita força física e uma grande energia dinâmica que os  impulsionará a fazer muitas coisas. Deverão aprender a controlar a impaciência, a agressividade e a dirigir estas energias de uma maneira construtiva. Devido ao seu grande entusiasmo, tenderão a impor-se e a dominar o resto, tornando-se líderes de grupo. Serão práticos e terão também coragem para enfrentar novos projetos. Muitas vezes serão os  primeiros em conseguir uma tarefa. Um dos problemas que deverão enfrentar e controlar é a sua extrema inquietude e impulsividade que os levará a não suportarem por muito tempo um mesmo assunto.
Sentem-se atraídos pelas situações arriscadas e isto fá-los propensos a quedas, golpes ou queimaduras.
Estas pessoas em vez de converter o seu corpo num campo de batalha, ou de descarregar a sua agressão no primeiro que se acerque, obterão benefícios com a prática de algum tipo de exercício físico regular ou de algum desporto competitivo. Também são recomendáveis disciplinas como o tai-chi e o yoga, o karaté e as diversas terapias corporais que permitem uma descarga catártica da tensão e da cólera e trabalham com ela de forma criativa.
No melhor dos casos, estas pessoas são seres autênticos, espontâneos e estimulantes. Sem dar a impressão de ser demasiado ásperos ou rudes, podem ser sinceros e independentes, já que estão dotados da coragem necessária para respeitar as suas próprias prioridades, em vez de aceitarem o papel que alguém lhes queira impor.
Eles são feitos para lidar com a vida. Em vez de esperar que algo aconteça, as pessoas que têm este posicionamento darão o primeiro passo.
Enérgicos, mal-humorados e por vezes impacientes, levarão para diante os seus planos apesar das reservas dos outros. Na realidade, se sentem que outras pessoas dificultam o seu caminho  preferem trabalhar por sua conta. São ativos, seguros e bastante competitivos também.
Marte na Casa 1 é mais notável num Signo de fogo, mas mesmo quando está posicionado num de água, como Câncer ou Peixes, estas pessoas farão sentir fortemente a sua presença, quer decidam falar ou não. Se os que têm Marte nesta Casa parecem tímidos e retraídos, é porque no Mapa há outros aspetos que incidem sobre a sua expressão e que é necessário examinar.
Em alguns casos pode ser necessário lembrar-lhes que é legítimo que alguém pergunte o que querem na vida, em vez de manipularem encobertamente outras pessoas com a esperança de obtê-lo.
A necessidade de serem donos do seu próprio destino tende a ser forte nestas pessoas, que lutam contra todos os inconvenientes para satisfazer os seus desejos.
O duque de Windsor, que abdicou da coroa para se casar com a mulher que escolheu, nasceu com Marte em Áries na Casa 1. Ernest Hemingway, obcecado com a ideia de demonstrar ao mundo que era o epitome  de um "homem de verdade", tinha Marte em Virgem na Casa 1. Outro bom exemplo deste posicionamento é o existencialista francês Jean-Paul Sartre, nascido com Marte em Escorpião na Casa 1, que baseou toda a sua visão do mundo (Casa1) na premissa de que somos totalmente responsáveis da nossa própria vida, e não só das nossas ações, mas também das nossas omissões. Para ele, só o indivíduo era o criador e nada no mundo tinha sentido exceto nos termos em que cada um o constituía.
É frequente que Marte posicionado nesta Casa, requeira desde muito cedo na vida, um grau considerável de energia, força, espírito de luta e independência.


Mapa Natal de Ernest Hemingway




domingo, 30 de julho de 2017

VÉNUS NATAL NA CASA 1



Se entendemos a Casa 1 como a descrição da forma em que melhor realizamos a nossa própria e peculiar identidade, ter nela Vénus faz pensar que a vida será recebida de braços abertos.
Este posicionamento indica uma natural necessidade de se relacionar com os outros mediante a sensibilidade, o requinte e  boa vontade.
Mas, embora estas pessoas se encontrem a si mesmas ao serem harmoniosas e complacentes, existe o perigo de que, ao tentar serem tudo para todos, terminem perdendo-se elas mesmas.
Vénus na Casa 1 recorda-nos que também temos de nos amar e respeitar a nós mesmos. De facto, o sentimento do próprio valor e uma certa autoestima são importantíssimos para ter uma visão mais clara das outras pessoas e poder amá-las. Se apreciamos o nosso próprio valor, poderemos apreciar o das outras pessoas. Se nos aceitamos, torna-se mais fácil aceitar os outros.
Se os nativos que têm Vénus nesta casa não aprendem a amar-se e respeita-se a si mesmos, é possível que manipulem as pessoas para consegui-lo. Como a proverbial coquete, empenham-se para obter o máximo de elogios e atenção possíveis, porque assim se demonstram o seu mérito e o seu valor.
Algumas pessoas que têm Vénus na casa 1 jamais deixam o cinturão de Afrodite: fazem gala de uma evidente sedução, que sempre podem usar em seu próprio benefício, podem mesmo chegar a ser abertamente traiçoeiras.
Com frequência, Vénus neste posicionamento exibe a beleza física ou uma que exerce a sua atração sobre os outros. São pessoas que podem, literalmente, encarnar as melhores qualidades do signo onde está posicionada Vénus na casa 1. Mesmo se não contam com a tradicional boa presença,  serão simpáticos e atraentes graças à sua capacidade de apreciar e admirar.
Na casa 1, necessitamos que a nossa presença seja reconhecida. Os doces devaneios de Vénus podem ser muito encantadores, mas se os leva demasiado longe podem chegar à negligência (sentar-se   e esperar que as coisas venham ao encontro ).
Se está com bom aspeto, este posicionamento indica uma educação harmoniosa na infância, que dota a pessoa de um sentimento positivo de si mesma e de uma visão otimista da vida.
Tem uma grande beleza e encanto pessoal. A sua simpatia e gentileza conquistarão as pessoas que o (a) conhecem. As suas maneiras são suaves e delicadas e sentirá desagrado pelos  ruídos, a violência e os problemas. Em vez disso desenvolverá um grande sentido estético e pode destacar-se nalguma atividade artística. Esta mesma influência torna-o (a) bem sucedido (a) nas suas relações sociais porque será muito amado (a) e procurado (a). O seu tom cálido e agradável terá um efeito relaxante sobre os outros. Sentirá uma grande atração pelos prazeres em geral e portanto, deverá ter bons hábitos alimentares. A música suave e as cores pastel exercerão sempre um efeito calmante sobre o seu temperamento. Preocupar-se-á por se apresentar bem e o seu gosto será refinado. Isto realçará a sua beleza física inata. Resolverá os seus conflitos com diplomacia e tato evitando todas as tensões.
Do lado negativo, pode tender à comodidade, sendo preguiçoso (a) e indulgente. Será pouco cooperante  e procurará ser sempre atendido (a) pelos outros em vez de se arranjar sozinho (a). De uma ou de outra maneira, o seu encanto será irresistível.
É muito consciente da sua aparência pessoal, atratividade e carisma e pode ser um tanto narcisista, por outro lado, preocupa-se por estar em companhia dos outros e tem uma maneira agradável e acolhedora que as pessoas acham muito atraente. Usa o seu tato e carisma para conseguir o que quer em vez de fazer esforços intensos ou usar a força. O seu desejo de amor e afeto esclarece tudo o que faz.
                                        

terça-feira, 23 de maio de 2017

MERCÚRIO NATAL NA CASA 2



Você valoriza aquilo que pode produzir resultados práticos e que tenha por objetivo ganhar dinheiro. As suas ideias apontam para o mundo dos negócios mas poderá ganhar também escrevendo, ensinando, viajando ou trabalhando em meios de comunicação tais como a rádio, jornais ou televisão. É provável, também, que tenha diversas ocupações em vez de uma só. Deve preocupar-se por alcançar um bom nível cultural e académico porque os seus rendimentos dependem em grande parte do aproveitamento da sua inteligência.
As suas habilidades mentais e inteligência são direcionadas para os assuntos práticos e está interessado (a) nos efeitos tangíveis de qualquer ideia ou conceito abstrato. Interessa-se muito pelas finanças, economia e nas estratégias para ganhar mais dinheiro.
Se está com bom aspeto nesta casa, Mercúrio pode ser hábil manipulador de dinheiro ou de finanças, especialmente hábil para a arbitragem e para fechar negociações.
Existe a possibilidade de que ganhe dinheiro com profissões tais como vendedor, escritor, conferencista, professor, em trabalhos de escritório, na indústria de transporte, etc.
Os que têm Mercúrio na II casa, podem estar ligados com o movimento ou a distribuição de bens, com o planeamento de novas técnicas de produção, ou interessar-se por novas maneiras de melhorar a qualidade de produtos já existentes.
Entre os valores inatos que há que cultivar contam-se o engenho, a destreza, a flexibilidade e um talento especial para usar as palavras.
Num nível mais amplo, existe curiosidade e desejo de compreender a natureza do mundo físico. Uma pedrinha encontrada na praia ou a complexa estrutura de um folículo de cabelo são profundamente fascinantes durante um par de minutos.
Mediante o conhecimento e a aprendizagem de como funciona algo, alcança-se um sentimento de segurança. No entanto, a menos que esteja num signo de fogo, quando Mercúrio está posicionado na terrena casa II necessitará certo tempo para que a experiência possa ser plenamente transmutada em entendimento.
Gémeos na casa II sugere mais de uma fonte de rendimentos ou em mais de uma forma de ganhar dinheiro. A rapidez mental e criatividade são bens de mercado.
Em certas alturas, é possível que a pessoa trabalhe com familiares.
Virgem na casa II insiste na precisão e no cuidado dos detalhes como recursos inatos que vale a pena cultivar.
Prudentes e cautelosos com o dinheiro e os bens, é provável que estas pessoas Deem mais importância à qualidade do que à quantidade.
Algumas pessoas que têm este posicionamento chegam a valorizar o bom funcionamento do corpo como o bem mais importante da vida.


terça-feira, 25 de abril de 2017

PLUTÃO NATAL NAS CASAS



Como Úrano e Neptuno, Plutão é outro princípio que impulsiona inexoravelmente a vida a seguir para a frente e a livrar-se de velhas formas para deixar espaço às novas. Assim como uma serpente, se despoja da sua pele, algo nos empurra a partir de dentro, do mais profundo; impele-nos a transcender as fases antigas e gastas da vida e nos indica o caminho que nos irá permitir seguir crescendo e evoluindo. Finalmente, o novo se converterá no velho, e também esse terá de ser abandonado para iniciar ainda uma nova fase.
Plutão e Neptuno em particular, ambos deuses do mundo subterrâneo, têm em comum algumas semelhanças, enquanto minam com ânimo subversivo os nossos antigos marcos de referência e nos obrigam a levantar as mãos e render-nos. De todas as maneiras, diferem de forma espetacular no modo de fazê-lo. Como as térmitas ou o caruncho que devoram os alicerces de uma casa, Neptuno dissolve lentamente a rigidez da antiga estrutura. Com Plutão, no entanto, o teto cai-nos em cima, esmagando-nos a cabeça com uma tonelada de ladrilhos. Mais cru que Neptuno, Plutão representa uma pressão crescente que gradualmente vai chegando ao seu auge, até que nos liquida. 
Enquanto que Neptuno nos engana para que mudemos, fazendo-nos sentir que nos podemos limpar e purificar através do sacrifício e do sofrimento, Plutão assegura-se de que renunciaremos ao velho aniquilando-o totalmente, até que nada fique. Com a sua exigência de que um ciclo termine e um novo comece, Plutão não nos deixa outra opção que não seja mudar ou morrer.
Um dos ditos mais antigos que consta, (Sylvia Brinton Perera relata belamente no seu livro The Descentato The Goddess) descreve com muita clareza como funciona Plutão numa Casa. Inanna é a deusa dos céus, vivaz, radiante e jubilosa. Ereshkigal, cujo nome significa as sombras, é sua irmã e vive no mundo subterrâneo e representa uma forma matriarcal e mais antiga de Plutão. O marido de Ereshkigal acaba de morrer e Inanna decide descer ao mundo subterrâneo para assistir ao seu funeral. Mas, em vez de receber com cordialidade a sua irmã, Ereshkigal saúda-a com um olhar sombrio e venenoso e submete Inanna ao mesmo tratamento que devem sofrer todas as almas quando entram no domínio de Ereshkigal. Há sete entradas ou portais que conduzem ao mundo subterrâneo e em cada um deles, todo o que o atravesse deve despojar-se de uma peça de roupa ou de uma joia. Inanna, principesca no seu decoro, deve ir retirando túnicas, capas, pedras preciosas no processo, de maneira que quando chega a ver-se frente à sua irmã, no mais profundo do mundo subterrâneo, encontra-se completamente nua diante dela. Por outras palavras: Plutão  (Ereshkigal) desnuda-nos das coisas com que nos temos adornado, das coisas mediante as quais temos construído o nosso sentimento de identidade. Embora seja uma experiência muito desagradável e degradante, o mito diz-nos que é esta uma força destrutiva que devemos respeitar e perante a qual  temos de nos curvar. Apesar de tudo, é a obra de uma deusa, de uma divindade que representa ou que serve um centro ou um poder superior de organização. É provável que a Casa onde se encontre Plutão seja o lugar onde tenhamos que enfrentar desta forma Ereshkigal - deusa das sombras, mas de qualquer forma, deusa - e render-lhe homenagem.
Ereshkigal então mata Inanna e pendura-a num gancho de carniceiro no mundo subterrâneo: lá fica apodrecendo a bela deusa dos céus, a de elevadas intenções. De modo semelhante, a Casa que habita Plutão é onde talvez tenhamos que lidar com o que está podre em nós. É neste domínio onde nos encontramos com os aspetos mais obscuros e indiferenciados da nossa natureza: com as paixões e as obsessões que nos sobrecarregam, com a nossa avidez de poder, com a nossa sensualidade bruta, os nossos ciúmes e a nossa inveja; com a nossa voracidade, o nosso ódio, a nossa cólera e selvagismo, e com as nossas feridas e as nossas dores mais primárias. Não podemos ser íntegros enquanto tudo isso não tenha sido trazido à superfície, transmutado e adequadamente reintegrado na psique.
Embora tudo isto soe desagradável, e com frequência o seja, devemos recordar que Plutão era também o deus dos tesouros escondidos e das riquezas ocultas. Através do choque que o  provoca, aquelas nossas partes que tínhamos desconhecido e desterrado ao inconsciente -e que estavam,, por fim, fora do nosso alcance- são reclamadas para voltar a pô-las à disposição e uso da consciência. Desta forma, voltamos a conectar-nos com a energia perdida e então, como resultado, ganhamos acesso a forças e recursos até então ignorados e inexplorados.
Inanna não fica para sempre presa no submundo. Sabendo que ia viajar para um lugar perigoso, tinha tomado as suas disposições para que a libertassem em caso de que se visse em dificuldades, uma vez lá em baixo. De modo semelhante, Plutão-Ereshkigal pode fazer-nos cozinhar no nosso próprio molho, mas devemos ter também o bom senso de não ficarmos presos somente no que a vida tem de abominável ou doloroso. Plutão esmaga-nos, mas como Inanna devemos retornar uma vez mais ao mundo de cima e ao funcionamento cotidiano da vida... esperemos que conhecendo-nos melhor a nós mesmos, com mais sabedoria e maior integridade.
Inanna escapa do mundo subterrâneo graças à ajuda de dois pequenos personagens andróginos. Pequenos e discretos, sem que ninguém  dê conta deslizam no submundo e aproximam-se de Ereshkigal, que por sua vez passa por grandes dores. Não só o marido morreu, mas também ela está grávida e o parto apresenta-se difícil. Por outras palavras: algo morreu, mas também algo está nascendo. Em vez de castigar Ereshkigal pela morte horrível de Inanna, as carpideiras aproximam-se dela o mais que podem e compadecem-se do seu estado. Numa espécie de terapia não diretiva como a de Rogers, dão-lhe margem para queixar-se e gritar, devolvendo-lhe a imagem do seu sofrimento e das suas dores. Às carpideiras ensinaram-lhes a afirmar a força vital mesmo quando esta se expresse pela miséria, a escuridão e o sofrimento. Ereshkigal fica tão grata por ser aceite desta maneira que lhes oferece qualquer coisa que desejem. Os andróginos pedem-lhe que ressuscite Inanna, e Ereshkigal cumpre com a sua palavra e a traz de novo à vida. Inanna regressa ao mundo de cima, transformada e renovada, trazendo consigo uma nova vida para as culturas e a vegetação. Ereshkigal-Plutão destrói a vida, mas também é capaz de criar uma nova.


Mapa Natal de Richard Nixon

Que podemos aprender na Casa de Plutão?
Primeiro, em vez de entender as dores e as crises como um estigma ou uma patologia, como algo mau que é necessário evitar a qualquer preço, podemos ver estas fases como partes de um processo mais amplo, que conduz à renovação e ao nascimento.
Em segundo lugar, descobrimos que não podemos dominar nem transformar aquilo que condenamos, negamos ou reprimimos... que é exatamente a forma em que, normalmente encaramos qualquer coisa que nos desagrade. Em vez disso, as "carpideiras" têm a chave: a atenção prestada a Ereshkigal-Plutão e a sua aceitação como parte da vida, permitem que atue a magia curativa.
Algo mais se ganha ao ser destruído, ao perder o que foi precioso e por efeito da desintegração daquilo que uma vez nos serviu como fonte de identidade e de vitalidade. Ao sermos despojados de tudo recordamo-nos que ainda está lá depois de nos terem removido todo o resto. No profundo de nós descobrimos algo que nos detém, mesmo apesar da perda das antigas amarras do ego. Este é o dom que voltamos a encontrar na casa de Plutão: o conhecimento de algo que há em nós e que é indestrutível. Plutão liberta o perdurável do que é meramente transitório, e então renascemos com o sentimento de estarmos vivos que é incondicional, não dependendo do mundo fenomenológico, exterior ou familiar que nos dispõe determinados.
Obviamente onde Plutão erige o seu altar na carta, não têm de ser considerados ao pé de letra os assuntos dessa casa. Aqui os temas são complexidade e fascinação. Nos domínios de Plutão temos de ir em busca de causas ocultas e motivações inconscientes e subjacentes. Ao ego isolado não o interessa supervisionar a sua própria destruição. Plutão é o lacaio de um nuclear próprio e mais profundo, que usa este planeta; para derrubar os limites do ego e deixar em liberdade uma maior parte de quem na realidade somos. Tal como o expressa Jung, Plutão vai aos extremos, e somos capazes de exibir tanto o pior como o melhor da natureza humana no setor da vida onde este planeta se encontra. Quando se põe em questão a omnipotência do ego, tememos a possibilidade de sermos destruídos: de acordo com isto, procuramos proteger-nos controlando, mesmo que seja ao preço da traição ou da crueldade, o que sucede na casa de Plutão. Sem sequer saber porquê, podemos ser arrastados a agir de maneira compulsiva e obsessiva. Ainda nessa mesma esfera, se reconhecemos uma força misteriosa, mais poderosa que nós mesmos e nos pomos ao seu serviço, temos a potencialidade para descobrir e mostrar a nossa maior força e a nossa nobreza, o nosso propósito e a nossa dedicação. Não só saímos significativamente alterados por o que sucede neste domínio, mas é também ali onde podemos atuar como catalisadores ou desencadeadores da transformação de outros. Nalguns casos, a mesma força que move a história pode apossar-se dos nativos para, por intermédio deles, poder operar no domínio de Plutão.
Quando Escorpião está na cúspide de uma casa, ou contido nela, a sua interpretação é semelhante à de Plutão neste mesmo posicionamento. A casa onde se encontra Plutão influenciará sobre qualquer casa onde esteja Escorpião. Por exemplo, o ex-presidente Nixon tinha Plutão na casa X e Escorpião na cúspide da III. Uma mentalidade furtiva, maquinadora e decidida (Escorpião na casa III) não se deteria ante nada para concretizar a sua carreira (Plutão na casa X) a sua necessidade obsessiva de poder e status, até produzir finalmente a sua própria destruição e o seu posterior renascimento.



sábado, 25 de fevereiro de 2017

VÉNUS NATAL NAS CASAS



O planeta Vénus associado com a sua homónima, a deusa romana do amor e da beleza e com a divindade grega Afrodite, simboliza o desejo de união e de relação que existe em todos nós.
Em termos junguianos, Vénus é, como a Lua, um princípio da alma que representa a necessidade de equilíbrio e harmonia, de união e proteção.
Na Casa que ocupa, Vénus indica aquela esfera da experiência mediante a qual podemos alcançar na forma mais natural um sentimento de paz, equilíbrio, bem- estar e satisfação.
No seu domínio resulta estimulada a nossa capacidade de apreciar, valorizar, amar e ser amados. É ali onde somos complacentes e nos deixamos satisfazer e onde exibimos algo do nosso melhor gosto, estilo e da nossa consideração pelos outros.
Tudo isto soa muito bem, mas antes de se apressar a ver onde está posicionada  Vénus na sua Carta Natal, o leitor tem de se lembrar que na natureza desta deusa havia outros aspetos menos agradáveis. Em primeiro lugar, não podia tolerar que a vida ou as pessoas não estivessem à altura do que em sua opinião, deveriam ser. Devido a tão elevadas expetativas de perfeição e harmonia, é possível que a Casa de Vénus denote o terreno onde, se a vida não pode satisfazer esses ideais, podemos sentir-nos dececionados e desiludidos.
No entanto, motivada por essa insatisfação, Vénus poderá também indicar qual é a área da vida onde nos sentimos obrigados a fazer algo em virtude do qual o mundo (ou nós) seja um pouco mais justo, mais harmonioso ou mais belo.
Em segundo lugar, Afrodite odiava a competição. Impôs lições extremamente humilhantes a Psyche, uma formosa jovem mortal, porque sentia que a rapariga havia usurpado o seu lugar ao receber um grau de atenção que só era digno de uma deusa, ou seja, à própria Afrodite. Além disso, quando Páris teve de julgar qual das três deusas -Hera, Atena e Afrodite- era a mais bela, não teve pudor algum em desnudar-se para condicionar a sua opinião.
Pela Casa, Vénus pode assinalar em que campo da vida sentimos rivalidade ou inveja para os que talvez estejam melhor dotados que nós. É também ali que nos valeremos da sedução, de uma engenhosa doçura e de parecidos artifícios para assegurarmos os nossos objetivos.
Conta-se que, Afrodite usava um cinturão mágico que tinha o poder de encantar e escravizar os homens. Como um suborno mais, para conseguir que Páris a elegesse a ela e não às outras deusas, ofereceu-lhe como esposa a fascinante Helena, sem que parecesse muito importante o facto de que, casualmente, a prenda escolhida estivesse já casada; ganhar o concurso de beleza era mais importante. Como resultado, iniciou-se a guerra de Troia que interrompeu e encheu de dor a vida de milhares de seres.
Em ocasiões, Afrodite (Vénus), a deusa do amor e da beleza, converte num tormento e num caos a vida das pessoas. Finalmente, havia vezes em que Afrodite se comportava como uma espécie de compensadora de desequilíbrios. Por exemplo, ao insistir para que o seu filho Eros ferisse Plutão com uma das suas célebres setas, alterou gravemente a vida da jovem Perséfone - demasiado inocente e virginal em opinião da deusa - para seu próprio bem.
Na Casa de Vénus necessita-se algumas vezes de certa medida de dor, de luta ou de sofrimento para nos trazer de volta a uma situação mais harmoniosa e equilibrada se nos afastámos demasiado dela, numa direção qualquer.
Vénus rege dois signos, Touro e Libra. Touro representa o lado mais terreno e mais sensual de Vénus. Na Casa onde se encontra Touro procuramos de modo mais direto a satisfação de desejos de natureza física ou instintiva, entregando-nos em satisfazer apetites como os da comida e o sexo, e as necessidades básicas de comodidade e segurança. A Casa de Libra, pelo contrário, é onde queremos realizar os ideais românticos e estéticos do amor, a beleza, a simetria e a proporção, em busca do que há de bom, de belo e de verdadeiro na vida.
A Casa onde se encontre Vénus influenciará sobre qualquer Casa onde Libra ou Touro estejam na cúspide ou dentro dela.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

NEPTUNO NATAL NAS CASAS



O planeta Neptuno está associado com o deus romano do mesmo nome e com o grego Posídon. Enquanto personificação da água, Posídon era o deus dos mares, lagos, rios e correntes subterrâneas. Embora habitasse num vasto palácio no fundo do oceano, invejava a soberania de Zeus e estava ávido de ter mais haveres no mundo. Posídon lutou com Atenea, pela Ática e perdeu-a; também sem êxito, combateu com Hera pela Argólida, e não conseguiu despojar Zeus de Egina. Enfurecido e solitário, inundou as terras que tinha sido incapaz de conquistar, ou por puro despeito, secou os seus rios. Como sucede a Posídon (Neptuno), também as nossas versáteis emoções estão ávidas de coisas que geralmente não podemos alcançar. O elemento astrológico de água, associado com o reino dos sentimentos, atua também noutros sentidos de maneira semelhante a Posídon. Quando emergia do mar podiam suceder duas coisas: às vezes as águas abriam-se, alegres e magníficas, em torno dele. Outras vezes, no entanto, a sua aparição era anunciada por violentas tempestades e tormentas furiosas. De maneira semelhante, quando os nossos sentimentos afloram à superfície, tanto podem ser plena e divinamente geniais como varrerem-nos como um maremoto. O planeta Neptuno, assim como a Lua e Vénus, é outra energia da alma, que representa aquela nossa parte que se funde com os outros, se adapta a eles, os reflete e tenta unir-se-lhes. Enquanto a mãe Lua adquire a sua identidade refletindo o outro, e a sedutora Vénus dá com intenção de receber alguma coisinha em troca, o sentimental Neptuno quer perder a sua identidade confundindo-se com algo superior a ele. Enquanto que a tarefa principal do ego isolado (Saturno) é a auto preservação, o planeta Neptuno simboliza a vontade de dissolver os limites que faz do ser uma entidade à parte e experimentar a unidade com o resto da vida. Já encontrámos estes dois princípios na análise geral da Casa XII, e os que leram esse post recordarão que não é muita a amizade que reina entre eles. É mais Saturno, (que representa o princípio estruturador do eu) com medo de ser derrubado por Neptuno, engole-o quando este nasce. Para muitas pessoas a desintegração da identidade individual constitui uma perspetiva aterradora e de bom grado relegam Neptuno - isto é, ao desejo de voltarem a conectarem-se com a totalidade da vida- ao inconsciente. Mas (para aproveitar a análise de Liz Greene) qualquer coisa que se enterre num porão consegue abrir um túnel que lhe permite sair debaixo da casa e aparecer sobre a relva do jardim. Se suprimimos Neptuno, ele não se vai embora; pelo contrário, disfarça-se e surge furtivamente diante de nós. É provável que, na Casa de Neptuno, sem darmos conta  tais circunstâncias, não nos deixem outra alternativa senão sacrificar as nossas necessidades e desejos pessoais em obediência a forças que não podemos mudar ou aliviar de alguma forma. Deste modo, o ego individual vê-se livre do seu sentimento de superioridade omnipotente e da crença de que constitui uma entidade separada. Assim purificados, somos recebidos afetuosamente nos braços de algo que nos transcende, De facto foi Júpiter que resgatou Neptuno da tirania de Saturno. O próprio desejo de expansão (Júpiter) do ego individual acaba por minar a sua condição de entidade separada, enquanto deixa que Neptuno ande em liberdade. De forma semelhante, muitas pessoas, em vez de temer a desintegração do eu, favorecem-na ativamente, em busca da expansão e da felicidade que vão associadas com uma existência sem limites. Este objetivo pode ser alcançado de forma construtiva através da meditação, a fé e a veneração religiosa, a criatividade artística e uma generosa dedicação a outra pessoa ou a uma causa; ou -mais perigosamente- pode tentar-se o mesmo pela via das drogas, do álcool ou de uma desenfreada entrega às paixões. Há pessoas que recordam vagamente um perdido Éden do passado e procuram o céu na terra na Casa de Neptuno. Convencidos de que é dever de Neptuno conceder-nos tudo, provavelmente depositamos grandes esperanças nos assuntos que pertencem ao seu domínio, como se ali estivesse a nossa própria redenção. Depois de termos apontado nada menos que ao êxtase absoluto, dececionamo-nos invariavelmente que o mundo exterior não nos entregue o esperado. Feridos e amargurados, é provável que os nossos olhos recorram à Casa buscando consolo... com frequência no bar ou no armário dos remédios. Porém, para alguns a desilusão que significa não obter o que desejávamos de Neptuno é o ponto de partida de outra dimensão da experiência: em vez de procurar a nossa felicidade exclusivamente nas realidades externas da vida, voltamos a atenção para dentro. E finalmente, é possível que descubramos que a felicidade que procurávamos já a tínhamos dentro de nós, oculta no palácio de ouro indestrutível que Neptuno tem nas profundezas do mar. Faz falta Júpiter para resgatar Neptuno, e é muito frequente que, na Casa onde está posicionado Neptuno, andemos em busca de um salvador. Ao fazer o papel de vítima ou de perdedor, (ao mesmo tempo que renunciamos à responsabilidade e ao esforço pessoais), temos a esperança que apareça alguém que se encarregue por nós desse aspeto da vida. Por outro lado, existem pessoas que revertem esta dinâmica e se esforçam por fazer, neste domínio, o papel de salvadores dos outros. A diferença dos casos em que a influência é de Saturno, esta atitude não obedece à pressão de "contos de fadas": desde um novo deus ou deusa, ou superestrela, a um escândalo público, ou a um conveniente bode expiatório. Tal como se pode imaginar do deus do mar, Neptuno, é bastante escorregadio. Quando no seu domínio andamos atrás de algo, é provável que nos iluda misteriosamente. Muitas vezes em vez de enfrentarmos os factos, atuaremos como Blanche Dubois, inventando a ilusão de que tudo é maravilhoso. Podemos decidir não ver mais do que aquilo que fundamenta a nossa fantasia, mais tarde ou mais cedo, o mais provável é que a realidade desmorone sobre nós. Mas também pode ser que não: com Neptuno nunca se pode estar seguro. Este planeta está associado com as coisas do mundo etéreo, que não necessariamente se podem captar, medir, ou até mesmo ver. Antes da forma em si é a essência subjacente da forma. Por intermédio da Casa de Neptuno, podemos ter pressentimentos de estados de consciência superiores ou diferentes, uma visão do infinito e da eternidade, e daquilo que transcende os limites normais do espaço e do tempo.
Noutro nível, Neptuno é a neblina, nevoeiro e nebulosidade; segundo a Casa onde esteja, pode mostrar onde nos encontramos desorientados, confusos e incertos sobre as nossas metas e objetivos, ou nos inclinamos a andar flutuando à deriva e a deixar-nos levar com qualquer coisa que surge. Se (como crê Neptuno) Tudo é Um, então nada que suceda pode ser, de todas as formas, demasiado importante para nós. Duas figuras associadas com Neptuno, são Dionísio e Cristo. Ambos pregaram o abandono da identidade independente e a necessidade de se fundir com algo numinoso e divino. Dionísio reuniu um grupo de seguidores e, com a ajuda dos efeitos embriagadores do vinho, deixavam-se transportar, através do sentimento e do êxtase, para outras áreas. Esquecendo as realidades terrenas da vida, simplesmente abandonavam-se para algo mais vasto que o eu, sem se preocuparem se tinham deixado o carro estacionado no sítio certo ou se, a essa hora deveriam estar em casa preparando o jantar para o marido. Neste caso transcendiam o tempo, os limites e as formas. Alguns veem Cristo ao mesmo tempo vítima e salvador, ensinou o ego pelo espírito. Para o estabelecido ou institucionalizado - a consciência ordinária no nível do ego - é difícil reconhecer como deuses tanto Dionísio como Cristo. Ambos sofreram de alguma maneira um desmembramento; ambos morreram, para voltarem a nascer. A posição por casas de Neptuno é o lugar onde, até certo ponto, podemos compartilhar a experiência destas divindades. Neste domínio podemos desmoronar, mas, para logo estar a levantar-nos de uma forma diferente, abertos a algo que está mais além do ego. Atitudes como a boa disposição, vontade de aceitação e a fé ajudam ao processo.
Às vezes na Casa de Neptuno, não temos outras opções viáveis. O efeito de Peixes na cúspide de uma Casa, ou nela contido, é semelhante ao de Neptuno. A Casa onde esteja Neptuno irá influenciar sobre qualquer Casa onde se encontre Peixes. Por exemplo, Marilyn Monroe nasceu com Neptuno na Casa 1 e Peixes na cúspide da Casa 8, Marilyn chegou a simbolizar uma imagem idealizada da sexualidade feminina (Peixes na Casa 8), e no processo sacrificou grande parte da sua própria identidade (Neptuno na Casa 1), a de si mesma, da personalidade.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

LUA NATAL NA CASA 5


O Sol na Casa 5 salienta e fortalece a sua individualidade por intermédio de obis, romances e empresas criativas; no entanto, os que têm a Lua nesta Casa canalizam por estas vias a sua busca de comodidade, segurança e relaxamento.
Enquanto o Sol na Casa 5 se esforça por ser criativo, a Lua neste mesmo local sente ao criar.
Com frequência a expressão artística é inata e natural nestas pessoas, a quem um sentimento inerente da sua própria importância e da sua condição especial lhes permite desfrutar dos seus dotes sem ter que demonstrar nada.
Certamente que há que estudar os aspetos em que possa estar a Lua para ver com que grau de facilidade ou de dificuldade pode operar este princípio. A menos que a Lua esteja em mau aspeto com Saturno ou com os outros planetas exteriores, é normal que exista o desejo de ter filhos.
A sua identidade feminina manifesta-se através do seu poder criativo. Você tem uma grande capacidade inventiva e pode destacar-se em áreas tais como o ensino, os desportos ou o teatro.
Por outro lado, tem um grande instinto maternal e sente uma grande atração por crianças. Existe a possibilidade de que tenha muitos filhos e que se realize com muita felicidade no papel de mãe.
Seja qual for a Casa onde esteja a Lua, ali encontraremos a mãe. Neste caso é possível que o indivíduo repita com os seus próprios filhos as pautas estabelecidas com a sua mãe durante os anos de crescimento. Por exemplo, se alguém sentiu que em pequeno não gostava da sua mãe, pode abrigar o temor de não gostar dos seus próprios filhos ou que eles não gostem dele (ou dela).
Em qualquer Casa que esteja a Lua suscita emoções e recordações antigas. Por outro lado, é possível que os problemas encontrados na mãe sejam revividos através de ligações românticas.
É muito magnético (a) e viverá muitos romances ao longo da sua vida devido â sua tendência ao prazer e à conquista. Gosta de jogos de sedução e, sem importar a sua idade, sempre terá a possibilidade de enamorar alguém. Esta posição astrológica favorece muito a união matrimonial e dá uma grande satisfação pessoal através do amor. É provável que viva alguns romances passageiros e tenha alguns escândalos por ciúmes.
Tem uma abertura infantil e alegre, a qual é muito atraente para os outros, mas isto às vezes coloca-o (a) em problemas, devido a que corre riscos pelos seus impulsos ou caprichos.
É muito expressivo (a) nas suas emoções e por vezes dramatiza os seus sentimentos, exagerando a sua proporção.
É muito frequente que quem tem a Lua na Casa 5, seja extremamente atrativo para o público em geral. A sua maneira de apresentar-se é agradável, amável e geralmente dando a sensação de um ar vagamente familiar.
Sir Lawrence Olivier, conhecido pela capacidade de encarnar tão impecavelmente uma ampla gama de personagens, nasceu com a Lua _ e seus dotes inerentes de discernimento e habilidade _ em Virgem na Casa 5.



domingo, 27 de março de 2016

ÚRANO NATAL NAS CASAS



A Casa de Úrano significa o lugar da experiência onde nos fascinam e mesmo inconscientemente provocamos mudanças drásticas nas situações, onde achamos natural que tudo o que é novo nesse campo é de um interesse fascinante para experimentar. Dependendo dos aspetos de Úrano e a sua posição no signo, dependerá o resultado e até mesmo o medo que temos diante da nossa tendência de derrubar barreiras nessa área.
Não é muito o que a mitologia nos conta de Úrano. Como primeiro deus do céu, regia a expansão ilimitada do espaço e correspondeu-lhe a missão de inventar e desenhar a natureza.
Realizou atos tão criativos como dar forma às asas das borboletas, que levavam cada uma o selo da sua própria peculiaridade e individualidade. É na Casa ocupada por Úrano na Carta Natal, onde somos capazes de pensamento e ação originais e novos. No seu domínio, não é necessário cumprir as diretrizes de comportamento tradicionais e convencionais.
Estava casado com Gaia, a Mãe Terra. Todas as noites o Céu se deitava sobre a Terra, com o resultado de que não deixavam de conceber filhos. O prolífero casal deu origem à raça de gigantes conhecidos como os Titãs; alguns ciclopes dotados de um só olho e um bando de outros monstros, cada um com cem braços e cinquenta cabeças. Desgostoso com a visão da sua própria descendência, Úrano recusou-se a permitir-lhe a existência. Então, logo que os seus filhos nasciam voltava a enterrá-los no ventre de Gaia, nas mesmas entranhas da terra. Astrologicamente, isto implica que na Casa de Úrano podemos conceber algumas ideias que nos parecem boníssimas, mas que, quando as levamos à prática e as concretizamos, talvez não resultem tão bem. O que em teoria parecia ser tão desejável pode dececionar-nos na realidade, e às vezes, como Úrano, temos de enterrar as nossas ideias originais e renovar a tentativa.
Obviamente, Gaia não achava mesmo nada divertido ter o ventre repleto de filhos rejeitados. Nas sua profundezas procurou um pouco de aço para fazer uma foice e depois implorou aos seus filhos que com ela castrassem o pai. O mais novo, Cronos (Saturno), dono já de um bem desenvolvido senso de responsabilidade, ofereceu-se para a tarefa. Algumas gotas de sangue do amputado falo de Úrano penetraram no ventre de Gaia, gerando assim as Fúrias. Quando o órgão foi atirado ao mar, da sua união com a espuma nasceu Afrodite (Vénus).
O mito sugere as complexidades que caracterizam a esfera da influência de Úrano. Aquela parte de nós que é mais terrestre o Saturnina _ a nossa reserva, a nossa cautela, o nosso conservadorismo, o nosso respeito pela tradição e o nosso medo _ é literalmente capaz do impulso criativo de Úrano. A inibição de Úrano numa Casa pode dar nascimento às Fúrias, cujos nomes significam "Vingança", "Cólera",   "Inveja" e "Infindável".
Se aderirmos , no domínio de Úrano, durante demasiado tempo aos padrões de comportamento velhos e gastos, então as Fúrias perseguir-nos-ão. Magoados pela  forma como as coisas estão indo nesta área da vida, é frequente culparmos os outros pela nossa infelicidade, conseguindo assim, que na psique se sedimente um resíduo tóxico e amargo.
Para impedir uma mudança que é realmente  necessária, faz falta uma quantidade tremenda de energia e como resultado disto é provável que terminemos exaustos, doentes ou incapazes.
Ou talvez empreendamos com toda a coragem a nova ação, e exploremos outras maneiras originais e independentes de estar nessa Casa. Ainda assim, é possível que despertemos as Fúrias desencadeadas desta vez sobre nós por aqueles que se sentem agredidos e ameaçados pelo nosso comportamento.
Tanto no nível pessoal como no nível coletivo, na Casa onde está Úrano é onde provavelmente teremos que nos desviar do conformismo, experimentar com novas tendências ou correntes de pensamento e correr o risco de desbaratar-nos e de desbaratar tudo o que nos rodeia em nome do progresso e da evolução.
Felizmente dessa luta nasce também Afrodite. A sua presença sugere que, desde que respeitemos alguns dos limites e extremos de Saturno e trabalhemos dentro deles, podemos tentar encontrar as formas mais criativas e harmoniosas (Vénus) de dar à luz uma nova vida.
Nalguns casos, talvez seja impossível derrubar de todo as velhas estruturas, mas podemos esforçar-nos por criar espaço dentro delas, para ideias e interesses novos, e desta maneira dar alguma forma de expressão à mudança. Este é o desafio que nos propõe Úrano no setor da Carta onde está posicionado.
Úrano foi descoberto numa época relativamente recente: em 1781, durante o período das revoluções norte-americana e francesa e em véspera da revolução industrial. É um planeta que vai sincronicamente associado com os ideais da verdade, justiça, liberdade, fraternidade e igualdade, assim como qualquer tendência progressista coletiva que se confronte com o status quo.
Úrano quer fazer-nos transcender os limites do nosso passado, a nossa história, a nossa biologia e, se  possível, o nosso destino: só o facto de haver nascido no seio de uma família pobre não significa que teremos de ser camponeses. Na sua forma pura, a sua visão é a de um agrupamento de muitos indivíduos, onde cada um expressa a sua própria peculiaridade e, no entanto, todos apoiam esse todo mais vasto do qual fazem parte.
Úrano é, no entanto, propenso a certas deformações. A Casa onde se encontra é onde temos a necessidade de verdade liberdade, e também onde experimentamos um medo desmesurado de ver-nos capturados ou aprisionados pelas nossas próprias criações. Se sentimos demasiado apego ao alterar para mudar, então jamais conseguiremos que algo enraíze neste setor.
Ou, oscilando sobre essa fina linha que separa a loucura da excentricidade de génio, talvez experimentemos a necessidade persistente de ser diferentes sem outro motivo que causar alguma agitação ou chamar a atenção sobre nós próprios.
A Casa de Úrano pode ensinar-nos onde desconhecemos, desatinadamente, os limites da nossa condição humana. Convencidos de que somos capazes de transcender automaticamente as limitações do corpo físico, ou elevar-nos por cima dos componentes instintivos da nossa natureza, caímos no pecado da arrogância e fazemos que se abata sobre nós o castigo.
Com a mesma delicadeza que animou o Dr. Frankenstein a fazer o seu monstro, em nome do futuro e do progresso desencadeamos horrores sobre o mundo. E quando (como sucedeu com a Revolução Francesa) os ideais utópicos não têm em conta as realidades da natureza humana, enroscam-se e fecham-se sobre si mesmos; um processo durante o qual, por vezes, estrangulam o que encontram no seu caminho.
Aquário na cúspide ou posicionado numa Casa, exercerá uma influência similar à de Úrano; igualmente, haverá uma conexão entre a Casa que contenha Úrano e qualquer Casa onde se encontre Aquário.




quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

SATURNO NATAL NAS CASAS



Enquanto que Júpiter evoca uma sensação de expansão e otimismo na Casa onde se encontra posicionado, Saturno suscita uma experiência quase completamente oposta.
Em vez de sentirmos que a vida messe domínio é essencialmente benévola e confiável, no território de Saturno antecipamos dificuldades, deceções e restrições e portanto aproximamo-nos do seu espaço com medo e cautela.
É frequente que na esfera de Júpiter nos deleitemos com uma sensação de liberdade e de possibilidades ilimitadas, enquanto que na Casa de Saturno é onde nos comportamos com restrições, limitações e um sentimento perseguidor do dever, da responsabilidade e das "conveniências" e "obrigações" da vida.
Um dos rostos de Saturno é o velho tirano. Temeroso que os seus próprios filhos poderiam destroná-lo, Cronos (o equivalente grego de Saturno) comeu-os.
A respeito disto, a Casa onde está posicionado Saturno é onde, devido ao conservadorismo, ou ao medo, não nos permitimos dar rédea solta aos nossos próprios impulsos criativos. O medo do desconhecido, do não provado e de tudo o que seja novo, leva-nos a manter o status quo nessa área da vida, inclusivamente se o que existe já nela não tem nada de maravilhoso.
Com o espírito de autocrítica e de passar despercebidos, preocupa-nos tanto a possibilidade de fazer uma jogada errada nos domínios de Saturno, que em honra da segurança restringimos severamente as nossas ações.
Como Cronos, na medida em que nos censuramos, inibimos e auto julgamos, estamos devorando a nossa própria origem e a nossa expressão criativa. Cronos esgrimia uma foice evocadora do provérbio "o que semeares, colherás", do qual a sua própria vida é um exemplo: depois de ter castrado e destronado o seu pai Úrano, o próprio Cronos foi logo abatido por um golpe liderado por seu filho Zeus.
De igual modo, na Carta Natal, o planeta Saturno representa a justiça exata e implacável. Se negligenciamos ou evitamos as exigências de Saturno, contorcemo-nos e sofremos. No entanto, recompensa devidamente qualquer esforço que façamos e toda a paciência e persistência que coloquemos nele.
Podemos tentar dissimular ou aliviar a dor associada com a falta de cumprimento e realização na Casa de Saturno, negando a importância desse aspeto da vida; mas, mais cedo ou mais tarde, o nosso sentimento de inadequação ou insuficiência nessa área nos atingirá com o golpe certeiro onde mais nos dói.
Mais que o tirano Saturno vai associado o arquétipo do velho sábio, uma espécie de Mestre Celestial que utiliza a dor como mensageiro para nos informar daqueles nossos aspetos que necessitam ser cuidados e cultivados. Ao iludir ou evitar esta área não diminui a nossa preocupação; ao contrário, aumenta-a. Mas ao escutar o que Saturno nos tenta ensinar ou mostrar, o nosso sentimento de inadequação transforma-se gradualmente numa sensação de coragem, solidez e integridade cada vez maior.
Ao enfrentar o desafio de Saturno, fortalecemo-nos e somos recompensados com um conhecimento e uma realização maiores. Como resultado, então nós começamos a tornar-nos mestres nessa mesma área da vida que mais difícil nos tem sido dominar.
Saturno, como um espinho cravado no costado de um jumento, acicata-nos para que cultivemos certas qualidades e características que provavelmente não nos teríamos preocupado a desenvolver, a menos que pressões internas ou externas nos obrigassem a fazê-lo.
Outro símbolo de Saturno é a cabra montanhesa, e unificamo-nos na Casa onde se encontra Saturno. Em seus laboriosos esforços por ascender ao cimo da montanha, a cabra tropeça com muitos altos e baixos, mas finalmente chega ao seu objetivo. Antes de dar um passo, a cabra assegura-se de que tem as outras patas devidamente apoiadas no solo.
Qualidades positivas como o pensamento cauteloso e medido, o tato, a perseverança e uma saudável aceitação da realidade, encontram-se todas no domínio de Saturno. O efeito de Saturno numa Casa é similar ao de Capricórnio na cúspide ou dentro de uma Casa. A Casa onde se encontre Saturno influenciará qualquer Casa que se encontre no Signo de  Capricórnio. Por exemplo: a Drª Elisabeth Kubler Ross nasceu com Saturno em Escorpião na Casa VIII e com Capricórnio na cúspide da Casa XI e ganhou popularidade através do trabalho em profundidade que realizou em workshops e seminários (Casa XI) sobre como lidar com a agonia, a morte e o luto.
Saturno é co-regente de Aquário e também pode exercer a sua influência sobre qualquer Casa onde este esteja localizado. Na Carta Natal da Drª Kubler-Ross, Aquário está na cúspide da Casa XII: o seu trabalho pioneiro foi realizado principalmente no seio de hospitais e instituições. No entanto, em geral, a influência de Úrano sobre Aquário parece ser mais forte que a de Saturno.





sexta-feira, 13 de novembro de 2015

LUA NATAL NA CASA 4



Esta posição da Lua é forte e devido ao relacionamento desta Casa com o Signo de Câncer, a Lua está acidentalmente exaltada aqui. Sentimo-nos sensíveis à doçura do lar e â intimidade familiar. 
Uma vez que existe uma identificação emocional com o lar e a família, os indivíduos com este posicionamento não podem ser felizes sem uma vida familiar significativa. Os relacionamentos familiares irão afetar todo o seu ponto de vista emocional.
A nossa parte feminina expande-se: dá-nos a capacidade de imaginação e organização necessárias para o desenvolvimento da nossa vida doméstica. Comodamente instalados, implementamos toda a nossa criatividade.
Este posicionamento é especialmente favorável no mapa de uma mulher  fazendo com que goste de cozinhar e cuidar da casa e especialmente de crianças; Nos negócios, podem-se destacar em atividades relacionadas a alimentos, bens imobiliários e produtos para o lar.
Você sente um grande amor e apego à sua família, o qual a (o) levará a desenvolver um laço de união muito difícil de cortar. Este amor também se estende à sua cidade, ao seu país, às suas tradições e a tudo o que faz parte da sua história. Na realidade, não lhe é possível sair dos hábitos e funções aprendidos durante a sua infância. O laço com a sua mãe é muito forte e você procura carinho e proteção na (o) seu/a companheiro (a) esposo (a) e também noutros membros da família.
Gosta de colecionar objetos tanto de valor como outros que só possuem um significado pessoal.
Ao longo da sua vida terá muitas mudanças de domicílio devido a que estará em busca permanente de um lugar melhor. Algumas dessas mudanças serão programadas mas outras só corresponderão a uma atitude caprichosa. Deverá atuar racionalmente cada vez que planeie mudar-se para evitar complicações ou arrependimentos futuros.
Esta mesma influência a (o) levará a viver uma maturidade plena e de realização emocional. Mostrará todo o seu poder feminino nesta etapa e gozará de boa saúde.
A necessidade de conforto e proteção dum ambiente calmo e aprazível é importante para o seu equilíbrio emocional. Você precisa de ter um lar ou um ninho onde possa descansar e carregar as suas energias, de modo a poder enfrentar com mais serenidade os confrontos externos e a luta pela existência.
A presença da Lua nesta posição, irá promover a criação de um espaço interior para poder meditar e recolher-se, de modo a construir um maior sentido de segurança e estabilidade na sua vida emocional.
As qualidades amáveis e protetoras deste posicionamento podem virar-se para dentro, quando o excesso de mimo leva à introversão e a um medo do desconhecido. Isto pode causar problemas a alguém tímido ou talvez inibido - o individuo pode meter-se numa concha e a introspeção pode levar a uma doença imaginária, fazendo grandes dramas de pequenos problemas.
Se a Lua fizer uma oposição com o Meio-Céu, fará também uma conjunção com o IC e poderá aumentar a tendência para pensar e também para se isolar.


sábado, 22 de agosto de 2015

JÚPITER NATAL NAS CASAS


O planeta Júpiter está associado com o deus romano do mesmo nome, e com o deus grego Zeus.
Na mitologia grega, Zeus era o majestoso deus dos céus, que governava o espaço imenso e sem limites. Residente no éter imaterial do ar e por cima das montanhas, Zeus foi considerado omnisciente, era o deus que sabia e via tudo. A partir da sua elevada perspetiva contemplava a vida sobre a Terra e distribuía o bem tanto como o mal, embora a imagem que se tinha dele fosse bastante compassiva e benévola.
Os seus passeios diários incluíam a proteção dos fracos e inocentes, o castigo dos ímpios, sobre os quais, para seu próprio bem, libertava a força do raio, a prevenção de qualquer catástrofe que poderia muito bem acontecer na Terra como no Céu, e as escaramuças com Hera, sua esposa ciumenta, por quem ele se sentia extremamente limitado.
Não se sabe como, também arranjava espaço na sua já ocupada agenda para uma quantidade extraordinária de aventuras extraconjugais. Atuando segundo a inspiração do momento e com um entusiasmo comparável a 6000 unidades de vitamina E por dia, perseguia incansavelmente diversas deusas mortais, sem desdenhar, ocasionalmente algum efebo imberbe.
Embora nem sempre bem sucedido, no entanto, parecia ter grande prazer em perseguir os seus objetivos em constante mudança, transformando-se um dia em touro, no seguinte em cisne e no outro em chuva de ouro. Como consumado ator que era, encantavam-no essas mudanças de papel e deste modo o resultado de tantas escapadelas, eram numerosas crianças que Zeus deixava a cargo de outros o cuidado de criá-los e educá-los.
A questão agora é, como meteremos à pressão tudo isto, e mais ainda, numa só Casa, seja a que for. Desnecessário é dizer que aquela Casa que na Carta Natal contenha Júpiter é um setor da vida onde necessitamos de muitíssimo espaço para crescer e explorar. É ali onde não estamos contentes com o que é rotina ou monotonia, embora em mudança é onde nos sentimos compelidos a uma experiência de vida mais ampla e completa.
Independentemente de que Hera esteja ali para nos colocar limites, não somos necessariamente infelizes com o que já temos neste domínio, mas queremos sempre mais e parece que sempre haverá lugar para seguir adiante.
A Júpiter, em última instância, sempre o interessa mais o que pode haver ao virar da esquina do que a realidade que tem na mão. Como se pode imaginar, os problemas da Casa de Júpiter provêm geralmente do que nos arriscamos em excesso nessa área.
Onde quer que Júpiter se encontre na Carta, nunca saberemos o que é suficiente até que saibamos que é mais que suficiente. Além disso, como sempre contemplava a vida de tão alto, Júpiter não costumava examinar as coisas com a minuciosidade que era devida.
Se há aspetos difíceis, a posição de Júpiter numa Casa, poderá indicar em que setor empreendemos a ação baseando-nos em perspetivas ou em julgamentos errados, geralmente como resultado de ser exageradamente otimistas ou demasiado entusiastas com o que é possível.
E, assim como o deus promíscuo, é também a esfera da vida onde podemos semear múltiplas sementes criativas, mas nem sempre ficamos nas proximidades para vigiar o seu crescimento.
Damos começo a algo mas, antes de nos termos dado conta, há outra coisa mais que nos chama a atenção. Não devemos esquecer o importante papel de Júpiter como guardião da lei e da religião, e como nobre protetor do povo. A multidão dirigia-lhe as suas orações pedindo-lhe ajuda, orientação, inspiração, benevolência e preservação.
A sua presença numa Casa faz com que nesse domínio da vida nos sintamos esperançados, positivos e corajosos, como se estando ele ali, nos faz sentir encantados e protegidos.
E se estamos movidos por sentimentos tão positivos e por tão boas vibrações, não é de estranhar que, em geral, nos espera o êxito na esfera ocupada por Júpiter.
Existe, no entanto, o perigo de que por vezes possamos sentir-nos atraiçoados se acontece que aquilo pelo qual nos entusiasmámos não resulta tão maravilhoso como esperávamos. Contudo, quando algo ou alguém nos dececione na Casa de Júpiter, logo ele se encarregará de nos fazer cair de pé, como os gatos.
O planeta Júpiter representa a capacidade da simbolização da psique, e normalmente atribuímos grande significado à experiência e aos acontecimentos da Casa onde este se encontra. Se bem que isto pode dar origem a histrionismos é também através da Casa de Júpiter como temos vislumbres de uma dimensão maior no desenho, ordem ou significado da vida.
No seu domínio, vamos em busca das regras e leis superiores sobre as quais pode basear-se a existência e pelas quais é possível guiar-nos. Conscientemente ou não, é o local onde procuramos a Deus, ou onde procuramos encontrar, dentro desse âmbito da experiência, "A VERDADE", assim com letras maiúsculas.
Júpiter era adorado como o grande preservador da vida e o que liberta de batalhas e pragas. Ás vezes, é possível,  que a nossa própria sobrevivência dependa da nossa capacidade de dar algum tipo de significado simbólico a um acontecimento, ou de perceber qual é o seu significado dentro duma perspetiva mais ampla.
O psicólogo humanista Viktor Frankl confirmou à sua própria custa esta função de Júpiter, com base na sua vivência num campo de concentração: enquanto estava preso em Auschwitz, Frankl observou que aqueles que podiam conceder algum tipo de significado para a agonia que estavam suportando eram os que tinham mais probabilidades de sobreviver.
Por mais que os aspetos de Júpiter possam desfigurar a claridade ou o espírito razoável com que vemos a "verdade", os assuntos da Casa onde se encontra este planeta oferecem-nos a crença em algo maior, a esperança de algo melhor e o sentimento de que a vida não é uma mera coleção de acontecimentos aleatórios, mas que tem um significado e uma intenção.
Quando a nossa fé na vida começa a vacilar, se olharmos para o domínio de Júpiter, poderemos recuperar a inspiração para seguirmos em frente. Júpiter exercerá a sua influência sobre qualquer Casa onde esteja Sagitário. Da mesma forma, o efeito de Sagitário sobre uma Casa, participa em grande medida do significado de Júpiter numa Casa.
Nos textos mais antigos atribuía-se a Júpiter o papel de co-regente de Peixes, com Neptuno. Por conseguinte, Júpiter pode ter influxo sobre qualquer Casa onde esteja Peixes.
Pessoalmente, penso que Neptuno se sai muito bem como único regente de Peixes, sem a ajuda de Júpiter.



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